Mesmo tendo assistido só um filme do Wes Anderson, já deu pra perceber que o estilo do diretor segue a regra "ame-o ou deixo-o". E eu amei. Por isso, quando anunciaram Grande Hotel Budapest, eu fiquei ansiosíssima pra assistir. Tudo bem que demorou milhares de anos pra finalmente fazê-lo, mas a espera foi recompensa por uma bela obra de arte.
Ralph Fiennes é Gustave H., o concierge de um grande, imponente e rosa hotel na fictícia República de Zubrowka. O filme é narrado por Mr. Moustafa (F. Murray Abraham), outrora simplesmente conhecido como Zero, o fiel escudeiro de Gustave, brilhantemente interpretado por Tony Revolori. Jude Law interpreta um jovem escritor que está hospedado no Budapest e, durante um jantar com Mr. Moustafa, passa a conhecer melhor a história do Hotel e toda memória que ele traz consigo.
Gustave H. (Ralph Fiennes), devido a sua posição no hotel, tem uma relação bem íntima com as hóspedes do sexo feminino, o que as faz serem fieis ao local e sempre retornarem. Acontece que a última delas, Madame M. (Tilda Swinton), após retornar ao seu lar, é assassinada de maneira suspeita. Durante a leitura do testamento, Gustave H. é presenteado com um quadro caríssimo, o que revolta o filho da senhora, Dmitri (Adrien Brody), e faz com que a entrega dos itens seja adiada. Temendo não mais receber o quadro, Gustave H. e Zero decidem por roubar a peça, o que mais tarde desencadeará a suspeita de que ele foi responsável pela morte de Madame M. e o levará o filme a uma corrida para salvar o corcierge e provar sua inocência.
O elenco do filme é excelente e cada um dos atores interpreta seu papel de forma estonteante. Além dos já citados, William Dafoe (Jopling), Mathieu Amalric (Serge X), Jeff Goldblum (Deputy Kovacs), Harvey Keitel (Ludwig), Edward Norton (Henkles), Saoirse Ronan (Agatha), Jason Schwartzman (M. Jean), Bill Murray (M. Ivan) e Owen Wilson (M. Chuck) completam o time de estrelas.
O roteiro, inspirado nos trabalhos de Stefan Zweig, é bem simples. Não apresenta muitas reviravoltas, mas empolga o espectador. A fotografia do filme é deslumbrante e o ritmo com o qual ele é levado, com uma trilha sonora condizente às ações mostradas em tela, nos faz perceber o quanto Wes Anderson é preocupado com cada detalhe de seu trabalho. Sem falar no estilo e classe que a obra tem, uma assinatura do diretor.
Ralph Fiennes, que é um ator fantástico, nos entrega uma de suas maiores atuações. E o jovem Tony Revolori nos cativa com sua simplicidade e carisma no papel de Zero. Grande Hotel Budapeste é um dos grandes filmes de 2014, não à toa ganhou o Globo de Ouro de "Melhor Filme de Comédia ou Musical" e está indicado a NOVE categorias no Oscar, com grandes chances de ganhar "Figurino", "Maquiagem e Penteado", "Fotografia" e "Design de Produção".
Avaliação: 4,5/5





